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História da Moda: 100 anos (1971-1980)
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Publicado em 06/02/2014 às 17:06

Do livro “Um Século de Moda” do professor e historiador de moda João Braga.

 

1971

Risca de giz para mulheres

Yves Saint Laurent lançou uma coleção de inspiração retrô baseada nos anos 1940, período de significativa masculinização para a moda feminina devido à Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e, dentro das propostas do unissex, usou o tecido risca de giz, tipicamente do universo masculino, para criar roupas femininas.

Foto: Getty Images

 

1972

Vestido-envelope

Diane Von Fürstenberg (foto) abriu sua marca de roupas de prêt-à-porter e acessórios. Tornou-se um grande referencial de moda nos anos 1970, especialmente ao lançar vestidos femininos em jérsei estampado, com mangas longas, parte superior mais ajustada, da cintura para baixo transpassado frontalmente, enrolando-se ao corpo e amarrado à cintura com uma faixa prolongada do próprio vestido, que recebeu o nome de “vestido-envelope”.

Foto: Getty Images

 

1973

Première Vision

Com a crise do petróleo, os industriais têxteis franceses, no intuito de salvaguardar suas empresas e suas respectivas produções, resolveram criar uma feira de tecidos. Foi uma união de 15 indústrias têxteis da cidade francesa de Lyon, organizada numa estrutura coletiva chamada Unitex. Eles, então, promoveram a feira Première Vision (primeira visão, em francês) para apresentar seus lançamentos duas vezes ao ano, evento que acontece até hoje, incluindo outras cidades como São Paulo.

Foto: Getty Images

 

1974

Giorgio Armani

Giorgio Armani cria sua própria marca de moda masculina, apresentando, então, sua primeira coleção. Logo em 1975 lançou a coleção feminina.

Foto: Getty Images

 

1975

Punks

Surge o movimento punk em Londres, que reunia jovens insatisfeitos e revoltados contra a situação da época, principalmente devido ao desemprego causado pela crise do petróleo. A palavra punk, em inglês, significa “madeira podre”, nome usado pelos jovens que se reuniam em King’s Road (badalada rua de moda em Londres), próximos à “Sex”, cujos donos eram Malcolm MacLaren (do grupo Sex Pistols) e sua mulher Vivienne Westwood.

Foto: Getty Images

 

1976

Uma peça de tecido

Issey Miyake (foto) criou sua marca em 1971, mas cinco anos depois mostrou uma coleção em Tóquio chamada “Uma Peça de Tecido”, com roupas feitas com uma única forma de corte e modelagem para ser adaptada à silhueta e à tridimensionalidade do corpo de quem as usasse, como se fosse uma espécie de empacotamento. Assim, criou uma nova estrutura de roupas, privilegiando a ideia de conforto e amplidão. Foi uma grande transformação na moda.

Foto: Getty Images

 

1977

Chic conceitual

Influenciada pelo movimento punk, recém-surgido em Londres, Zandra Rhodes criou uma coleção no ano de 1977 intitulada “Chic Conceitual”, que, sem estampas, sua marca registrada, desenvolveu vestidos em jérsei intencionalmente rasgados, com aparência de destruídos, com alfinetes de segurança e finas correntes, inclusive fazendo um deles todo branco com essas mesmas características visuais, que foi a sua sugestão como vestido de noiva.

Foto: Getty Images

 

1978

Dancin Days

A telenovela Dancin’ Days, de Gilberto Braga, foi um indiscutível fenômeno nacional de audiência, com figurino assinado por Marília Carneiro e música de abertura com “As Frenéticas”.

Foto: Dancin Days /TV Globo/ Divulgação

1979

Claude Montana

Claude Montana abriu marca própria de prêt-à-porter, em 1979, em Paris. Foi uma figura importante na moda francesa dos anos 1980 juntamente com Thierry Mugler, Jean-Paul Gaultier e Christian Lacroix. Seu trabalho foi muito marcado por roupas em couro, especialmente jaquetas, cujos ombros eram estruturados e muito acentuados.

Foto: Getty Images

 

1980

The Face

The Face foi uma importante revista inglesa de moda e comportamento, lançada nesse ano por Nick Logan, de periodicidade mensal, que se tornou responsável pela divulgação das novas propostas da cultura britânica. Com a Fenit adquirindo identidade de uma feira de roupas confeccionadas, em 1980, a empresa promotora de eventos Alcântara Machado criou e lançou a Fenatec (Feira Nacional da Tecelagem), voltada especialmente para os fabricantes de tecido exporem seus produtos. Inicialmente, era anual e, a partir de 1986, passou a ter três edições: primavera-verão; alto verão e outono-inverno. Tornou-se referência de moda no Brasil dos anos 1980.

Foto: The Face/ Tumblr/ Reprodução

 

 

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